Imagens de segurança analisadas pela Polícia Civil de Goiás revelam que o síndico Cléber Rosa teve um intervalo de apenas 43 minutos entre o ataque, o homicídio e a ocultação do corpo da corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas. O curto espaço de tempo foi suficiente para que o suspeito deixasse o condomínio, descartasse o corpo em uma área de mata e retornasse ao prédio sem levantar suspeitas imediatas.
No vídeo que acompanha esta matéria, é possível entender como a investigação conseguiu reconstituir cada passo do suspeito. As câmeras mostram Cléber saindo do prédio em uma caminhonete com a capota fechada e retornando minutos depois com a capota aberta — detalhe considerado decisivo pelos investigadores para comprovar o transporte do corpo da vítima.
Segundo a polícia, o ataque ocorreu no subsolo do condomínio pouco depois das 19h. Logo em seguida, o síndico teria usado o próprio veículo para levar o corpo até um ponto isolado às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros do local onde ambos moravam. Todo o trajeto de ida, o descarte e o retorno aconteceram dentro do intervalo identificado pelas câmeras.
A ossada de Daiane só foi localizada 42 dias após o desaparecimento, em uma área de mata de difícil acesso. Para a Polícia Civil, a distância do local escolhido e o curto tempo de execução indicam que o autor conhecia bem a região e agiu de forma calculada para dificultar as buscas.
Com a análise do tempo de deslocamento, cruzamento das imagens e perícias técnicas, os investigadores conseguiram confrontar a versão apresentada pelo suspeito e fechar o cerco sobre a dinâmica do crime.
📌 O vídeo mostra como a polícia chegou a cada detalhe que desmontou a versão do síndico e revelou a cronologia exata do crime.